Meu Universo Particular!

sábado, 29 de maio de 2010

Há uma "malemolência" salvadora na canalhice nacional!


Estava lendo o Blog do Marcelo Cunha... e me deparei com esse texto... Muito Bom! 

Resolvi Postar também e dividir o momento! 

Arnaldo Jabor - Sacripantas, velhacos e chupistas. Há uma "malemolência" salvadora na canalhice nacional. O canalha é a base da nacionalidade. Ele é a pasta essencial de tudo o que rola na política. Ele faz a História paralítica do Brasil, ele tem a grandeza da vista curta, o encanto dos interesses mesquinhos, a sabedoria das toupeiras, dos porcos e dos roedores. (...) Antes, os canalhas se escondiam pelos cantos... Hoje, desfilam orgulhosos no Congresso e ministérios. (...) [Há um] esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, nos últimos anos. Que riqueza para a nossa consciência política! Que prodigiosa fartura de novidades sórdidas, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, várzeas e flores. Toda semana temos um novo escândalo... Tivemos, claro, a superprodução do mensalão, depois o show de meias e cuecas em Brasília, temos agora os dez picaretas do Paraná, sem contar os impunes e os esquecidos... Meu Deus, são tantos... sanguessugas, vampiros, aloprados, tantos... Agora, já conhecemos a secular engrenagem latrinária que funciona embaixo dos esgotos, dos encanamentos, das ilusões de cientistas políticos; já vemos os intestinos da política, os súbitos aumentos de patrimônio, as declarações de renda dos corruptos, os carrões, os iates, as piscinas em forma de vagina, as surubas lobistas no Lago Sul, já vemos as suas caras de furões, de cangurus, de tamanduás, vemos a sujidade, a porquidão, a esterqueira, viajando diante dos olhos nacionais. Ouvimos os clamores de “calúnias, injúrias e difamações”, as indenizações pretendidas e a euforia guerreira de advogados chicaneiros, as promessas a Jesus para proteger os salteadores, vemos as mandingas, os despachos, as galinhas mortas na encruzilhada, vemos o desespero das esposas traídas, corneadas e gestantes, denunciando, por vingança, os maridos ladrões, vemos as relações sexuais rareando em Brasilia e a súbita angústia nos bares políticos, o uísque caindo mal, as barrigas murmurantes, as diarreias, as prisões de ventre, as flatulências fétidas, os vômitos de medo da polícia, tudo compondo o grande painel barroco da suja politicagem. A “canalhalogia” é uma ciência nova. Sem estudála não se entende o Brasil de hoje. Ela não é desvio; é a norma. O canalha tem 400 anos: avô ladrão, bisavô negreiro e tataravô degredado. O canalha criou o Sistema brasileiro, que, em troca, recria-o persistentemente: suas jogadas, seus meneios foram construindo um emaranhado de instituições que dependem da mentira. (...) Quando a verdade aparece, sempre há uma catástrofe. Aí, jorra um show de mentiras ofendidas, um chorrilho de “nãos” e de “negos”: “Minha honra”, “aleivosias contra mim”, “Deus é testemunha...” — ladrões sob o manto do candor, da pudicícia. A mentira é necessária para manter as instituições funcionando. Estamos cercados de “pichelingues” por todos os lados (resolvi usar sinônimos de “canalha” para não repetir o grasnar desta feia palavra). Onde bate uma CPI, lá estão os quadrilheiros nos contemplando do fundo de arquivos, de dentro de cumbucas, se reproduzindo como bactérias. Há um orgulho perverso no cara-de-pau, no “mofatrão”. No imaginário brasileiro colonial, ele tem algo de aventureiro heroico. O larápio conhece o delicioso “frisson” de saber-se olhado nos restaurantes e bordéis. Homens e mulheres veem-no com gula: “Olha, lá vai o maravilhoso vigarista sem vergonha...!”, sussurram fascinados e fascinadas por seu cinismo sorridente. O esbulhador não se culpa; sempre tem uma razão que o absolve e justifica: uma velha vingança, um antigo castigo, uma humilhação infantil. O “chupa-sangue” tem o orgulho de suportar a culpa, anestesiá-la — suprema inveja dos neuróticos. Ele pode roubar verbas de cancerosos e chegar em casa feliz, ao ver os filhos assistindo desenho na TV. Muitos são bons pais — pensam no futuro da família. Gatunos e bifadores fascinam também executivos honestos, porque, por mais que eles se esforcem, competentes, dedicados, sempre estarão carentes de um patrão ingrato. O trambiqueiro, não; ele pega e come, ele não espera recompensas, só ele se premia. Ele tem o infinito prazer do plano de ataque, o orgasmo na falcatrua, a delícia da adrenalina na apropriação indébita. O canalha não é o malandro — não confundir. O malandro é romântico, boa-praça, o canalha é minimalista, seco. O malandro tem bom coração. O canalha não sofre. O canalha tem infarte; o honesto tem úlcera. Exterminá-los é impossível. Os sacripantas, os velhacos, renascerão com outros nomes, inventando novas formas de roubar o país. Os “marraxos” são infinitos; temos de destruir suas covas e currais. Enquanto houver 20 mil cargos de confiança no país, haverá rapinantes e embusteiros; enquanto houver estatais controladas por sindicatos, fundos de pensão expostos ao roubo, haverá alfaneques e flibusteiros; enquanto houver subsídios a fundo perdido tipo Sudam ou Sudene, haverá chupistas. E, por ironia, os ladravazes são nosso perigo e nossa esperança. Os (...) que lutam para ficar no poder os consideram meros degraus para a “revolução”, um mal necessário para basear o retrocesso estatizante, o “chavismo cordial” que querem trazer por aí. Um perigo.  Por outro lado, é tanta a sordidez dos aliados de base que sua “malemolência” malandra vai minar qualquer tentativa de controle excessivo de “comissários do povo” sobre a sociedade, neste subperonismo que querem criar se chegarem ao poder de novo. A que ponto chegamos: os canalhas são também uma ridícula esperança democrática. 

Arnaldo Jabor - O Globo/ Postado por Marcelo Cunha de Araújo.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

“Dê uma Xanxa ao amor”


“Dê uma Xanxa ao amor” estréia dia 28 de maio na FSA 
Publicado em: 19.05.2010 às 08:42:58

Crédito: Divulgação
Um Filme de Cícero Filho
A estréia do novo filme do jornalista e diretor Cícero Filho, a comédia “Dê uma Xanxa ao amor” será na Faculdade Santo Agostinho. A sessão está marcada para o dia 28 de maio (sexta-feira), no auditório da Instituição, em duas sessões: 19h e 20h30. O ingresso custará R$ 5,00. Os recursos da bilheteria serão revertidos na produção do novo filme de Cícero Filho, o drama “Flor de Abril”, que deverá estrear ainda este ano.

O filme "Dê uma Xanxa ao amor" é uma média-metragem experimental, de 55 minutos, escrito e dirigido por Cícero Filho, com colaboração de roteiro de Paulo Batalha, Kelly Rocha e Carlinhos Mendes. O filme tem como foco mostrar um dos principais hábitos da mulher sertaneja nordestina: quebrar coco babaçu para sobreviver. Na história, essa mulher nordestina é personificada por Xanxa(Kelly Rocha), que sem ter muitas esperanças de que irá melhorar sua vida, vai tentar a sorte na cidade grande. É no meio urbano que ela conhece Bob (Danilo Alves), aspirante a ator, filho único, garoto rico, bonito, mimado e amado pelo pai Cachorrão (Anthony Flizikowski). Esses dois personagens Xanxa e Bob, com vidas e expectativas totalmente diferentes, vivem um grande amor.

A estréia do filme contará com a presença dos protagonistas Kelly Rocha e Danilo Alves, além do diretor e roteirista Cícero Filho. Na ocasião, Cícero Filho irá falar sobre o processo de criação, produção e direção, além de mostrar os bastidores do filme.
 

1º Congresso de Direito Civil e Processual Civil do Piauí

O Congresso de Direito Civil e Processual Civil realizado nos dias 20, 21 e 22 de maio no Tribunal de Justiça em Teresina foi um sucesso. Palestrantes renomados e mais de mil congressistas estiveram presentes. Parabéns a todos da organização por realizar um encontro tão grandioso e importante para os profissionais das Ciências Jurídicas no Estado do Piauí. Parabéns especial ao idealizador do Congresso Herbert Barreto de Souza e para a coordenadora do curso de Direito da Faculdade Santo Agostinho, Andréia Fialho. Vejam:






























Amour de jeunesse


Nous nous promenons en nous tenant par la main,
laissons-nous tomber dans l'herbe odorante.
Ma tête se blottit contre ta tendre poitrine,
je sens les rondeurs des douces collines
et entends les battements de ton cœur.
L'âme est remplie de plaisir, de bonheur.

Mes regards caressent ton beau visage,
un sourire heureux embellit ton image,
tes cheveux brillent au soleil comme de la soie,
je lève ma tête, tu te penches vers le bas,
tendrement sur tes yeux je t'embrasse.

Nous rêvons de l'avenir, faisons des projets,
oublions l'école, oublions le stress,
oublions aussi l'espace et le temps.
Qu’elle est belle la vie qui nous attend.

*All rights for „Amour de jeunesse“ belong to its author (Karl Wiener).
It was published on e-Stories.org by demand of Karl Wiener
Published on e-Stories.org on 27.05.2010.

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