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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Investimento e Valor Agregado no Comércio e Economia Global

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) divugou ontem 27/02/2013 um relatório com enfoque nas Cadeias Globais de Valor (GVC). Segundo o documento “GVC e Desenvolvimento: Investimento e Valor Agregado no Comércio na Economia Global“, as cadeias de valor administradas de diversas formas pelas empresas transnacionais representam 80% dos 20 trilhões de dólares resultantes do comércio a cada ano. O estudo atesta que as cadeias de valor oferecem oportunidades para os países pobres terem acesso aos mercados internacionais. “A maioria dos países em desenvolvimento, incluindo os mais pobres, participam cada vez mais da Cadeias Globais de Valor (GVC). A participação desses países no valor agregado do comércio mundial aumentou de 20% em 1990 para 30% em 2000 e está em mais de 40% hoje”, afirmou o documento. Nas economias em desenvolvimento, o comércio do valor agregado contribui com cerca de 28% de PIB dos países em comparação com 18% para as economias desenvolvidas, diz o relatório. Além disso, parece haver uma correlação positiva entre a participação em taxas por GVC e de crescimento per capita do Produto Interno Bruto (PIB). As economias com o crescimento mais rápido de participação com as GVC possuem as taxas de crescimento per capita do PIB cerca de 2 pontos percentuais acima da média. Para o estudo, melhores resultados de desenvolvimento podem resultar de um aumento na participação das GVC junto a um movimento a favor do valor agregado nacional no comércio. Os países que, ao longo dos últimos 20 anos, conseguiram aumentar a participação nessas duas funções tiveram crescimento per capita do PIB de 3,4%, em média, em comparação com 2,2% para os países que só aumentaram a sua participação nas GVC sem “atualizar” o valor agregado nacional. Acesse o estudo, em inglês, clicando aqui.

Fonte: http://www.onu.org.br

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mudanças no Conselho de Segurança da ONU: período 2013-2014.

O Conselho de Segurança da ONU, além dos 5 países membros permanentes (que contam com o famoso direito de veto), tem ainda 10 membros rotativos com mandatos de dois anos, sem direito a recondução para o período imediatamente posterior. Anualmente, 5 membros são substituídos, mediante critérios regionais e votação na Assembléia Geral. Desta vez, foram eleitos para o período 2013-2014 Austrália, Argentina, Ruanda, Coreia do Sul e Luxemburgo. A Argentina ocupará o posto pela 9ª vez, igualando-se aos recordistas Brasil e Japão em participações no Conselho de Segurança. 
É de se observar o fato de que Ruanda foi eleita para o órgão responsável último por garantir a manutenção da paz mundial dentro do sistema da ONU. No entanto, o país é alvo, dentro da própria ONU, de críticas pelo conflito com o Congo, país vizinho no qual estaria alimentando rebeldes, no que se denominou "guerra ao ouro azul" (uma referência aos minérios que permitem a fabricação de hipercondutores para a indústria de informática e tecnologia). O conflito tem desdobramentos maiores, pois há disputas territoriais e de diferentes etnias na região do Congo, mas Ruanda e também Uganda estariam se valendo disso para alimentar o conflito, permitindo a mudança no controle e posse das minas de extração dos minérios dentro do Congo. Enfim, esse é um elemento para auxiliar a análise da participação da Ruanda dentro do Conselho de Segurança da ONU.
Fonte: ODIP - Oficina de Direito Internacional Público e Privado. 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Integração da mulher é essencial para o desenvolvimento sustentável, diz Chefe da ONU Mulheres

A Diretora Executiva da ONU Mulheres e ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, recomendou hoje no Riocentro a maior participação feminina na sociedade, indústria, comércio e principalmente política mundial, essenciais para atingir o verdadeiro desenvolvimento sustentável da humanidade. Falando à imprensa a apenas três dias da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), Bachelet disse que o caminho até que a mulher receba a consideração almejada permanece longo. “Há avanços, mas a mulher ainda está longe na maioria dos países de participar da sociedade no mesmo pé de igualdade que os homens”, disse Bachelet. Ela disse que para haver desenvolvimento sustentável, é essencial que os governos incluam programas ativos de inclusão da mulher em todas as áreas: comercial, social, de saúde, política, educacional e nas ciências e pesquisa, entre tantas outras. “Mulheres e crianças continuam excluídas”. Bachelet dividiu o pódio com Gro Harlem Brundtland, ex-Primeira Ministra da Noruega e atual representante do Secretário Geral para mudanças climáticas, considerada uma das maiores lideranças do mundo ambiental. Autora do relatório ‘ Nosso Futuro Comum’ no final da década de 1980, Brundtland antecipou com o documento a agenda da Rio-92 – a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (UNCED – sigla em inglês) – realizada no Rio em 1992. “Nos últimos anos venho estudando tudo o que se passou desde de 1992 e o que me vem mais à cabeça são as meninas e mulheres, que continuam em sua maioria excluídas de participar da sociedade mundial”, disse Brundtland. “Principalmente, é essencial que o mundo respeite o direito da mulher em determinar quantos filhos quer ter e como quer controlar o seu corpo, isso é o primeiro passo em determinar a paridade social dos gêneros”, analisou. Médica, Brundtland foi também diretora executiva da Organização Mundial de Saúde (OMS). Nascida em 1939, a geração de Brundtland abriu frentes inusitadas no mundo da política escandinava, conquistando espaços e direitos nos países nórdicos até então considerados impossíveis – como a igualdade de direitos na educação e na economia, simultaneamente ao direito universal de cuidar da família sem sofrer penalidades econômicas e profissionais.
Fonte: http://www.onu.org.br/rio20

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Para que o futuro seja como nós quisermos que ele seja.

Se nós queremos, nós podemos. Se nós imaginamos, nós vamos fazer acontecer. Porque o futuro será como nós quisermos que ele seja. A ONU está nos oferecendo a oportunidade de participar da próxima conferência sobre desenvolvimento sustentável. Conferência essa, que se transformou em uma conversa aberta, com foco em três grandes pilares: social, ambiental e econômico. Você só precisa imaginar como gostaria que fosse o futuro e enviar um texto, foto ou vídeo com seu ponto de vista. Para que o futuro seja como nós quisermos que ele seja. Participe da maior conversa sobre o futuro: www.ofuturoquenosqueremos.org.br #Importante!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ONU Terá Diplomata para Negociar com Alienígenas?


No último domingo (03/10/10), surgiu a história de que a ONU estava prestes a escolher uma astrofísica da Malásia chamada Mazlan Othman para liderar os esforços internacionais de resposta a visitantes do espaço. Como o artigo do Sunday Times explicou, Dra Othman é a chefe do Escritório da ONU para Assuntos do Espaço (UNOOSA).
Porém, um artigo do Blog do Guardian News parece ter jogado um balde de água fria na história toda. O Guardian informa que a Dra Othman disse que “isso parece realmente legal, mas eu tenho que negar”. A Dra Othman foi citada dizendo que participará de conferência na semana que vem sobre como o mundo lida com “objetos próximos à Terra”.
Isso não pode estar certo a menos que a UNOOSA considere alienígenas como “objetos próximos à Terra” (como cometas e asteróides). O Guardian não entrou em contato com o autor do artigo original, mas deve-se deixar registrado que a Dra Othman deve ir à reunião na Royal Society na próxima segunda-feira sobre como a ciência e a sociedade respondem aos alienígenas. Se ela fizer um discurso sobre objetos próximos à Terra, será educadamente levada à câmara de teletransporte. A Dra Othman participará nesse debate de discussão sobre questões políticas da ONU que surgem da vida alienígena. Um dos co-painelistas, Frans Von der Drunk, discutirá o papel da ONU como representante da humanidade em “qualquer discurso inter-cósmico”. A programação não diz exatamente sobre o que a Dra Othman discutirá, mas não é preciso ir muito longe para especular se ela falará o mesmo que disse em janeiro sobre as consequência da descoberta de alienígenas. Em uma versão de março do discurso que ela escreveu, quando os alienígenas chegarem “nós devemos ter um lugar para coordenar uma resposta que leve em consideração todas as sensibilidades relacionadas ao tema. A ONU é um mecanismo já pronto para tal coordenação.” É claro que ela proporá esse papel para sua própria agência, então porque negar isso? Então, haverá um embaixador para alienígenas? As distâncias no espaço são tão vastas que as chances de que chegue qualquer coisa além de um sinal dos alienígenas é fantasticamente remota. Por outro lado, é mais provável que, se descobrirmos vida alienígena, ela esteja em alguma forma microbiana sob alguma pedra em Marte ou algum nos componentes químicos de algum planeta a centenas de milhões de anos de distância. Ainda assim, outro problema é que já existe outro grupo internacional competindo pelo direito de lidar com um futuro contato alienígena. Dirigido por Paul Davies, um expert em astrobiologia da Universidade de Arizona, o Grupo de Tarefa Pós-Detecção SETI opera sob a égide da Academy of Astronautics, de acordo com a MSNBCEnquanto os cientistas brigam para saber quem entrará em contato com alienígenas, a verdade é que serão os líderes dos grandes países como os EUA e a China, não as agências internacionais, que terão a última palavra sobre quem dirá o quê. Além disso, se existe algum tema que mostra como a ONU é péssima na tarefa de estar no comando é esse. Se as tentativas de entrar em contato com a Dra Othman falharem, mande seu correspondente no dia seguinte, mas dessa vez com a cara pintada de verde e com três olhos, talvez consiga atrair alguma atenção. Veja o vídeo: http://www.necn.com/09/27/10/Shocking-revelation-Former-Air-Force-per/landing.html?blockID=319245&feedID=4213 Comentário inútil?  Nada melhor do que cientistas (INTJs) para o papel de diplomatas intergaláticos. As distâncias no espaço são tão vastas que as chances de que chegue qualquer coisa além de um sinal dos alienígenas é fantasticamente remota. Um civilização realmente avançada seria capaz de criar Worm Holes e encolher as distâncias, viajando em pouco tempo entre os extremos do universo.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sobre a Mulher das Nações Unidas

Em julho de 2010, a Assembléia Geral da ONU criou Mulheres das Nações Unidas, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Poder da Mulher.

Ao fazê-lo, os Estados-Membros da ONU deu um passo histórico para acelerar as metas da Organização para a igualdade de gênero eo empoderamento das mulheres.
A criação das Nações Unidas da Mulher surgiu como parte da agenda de reforma da ONU, reunindo recursos e de mandatos de maior impacto. Ele vai juntar e construir sobre a importância do trabalho de quatro partes distintas anteriormente do sistema das Nações Unidas que se concentram exclusivamente na igualdade entre os sexos e o poder das mulheres:
As principais funções da Mulher da ONU são:
  • Para apoiar os organismos inter-governamentais, como a Comissão sobre o Status da Mulher, na formulação de políticas, normas e padrões globais
  • Para ajudar os Estados-Membros a implementar estas normas, estando pronto para fornecer apoio técnico e financeiro adequado para os países que o solicitarem, e estabeleça parcerias eficazes com a sociedade civil.
  • Para manter o sistema das Nações Unidas responsável por seus próprios compromissos sobre a igualdade de género, incluindo o acompanhamento regular do progresso do sistema.

Reunião às necessidades das mulheres do mundo

Durante muitas décadas, a ONU fez progressos significativos na promoção da igualdade de género, nomeadamente através de acordos marco, tais como a Declaração de Beijing e Plataforma de Ação e da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres (CEDAW).
A igualdade de gênero não é apenas um direito humano básico, mas a sua concretização tem enormes implicações socio-económicas.Empoderamento das mulheres combustíveis próspera economia, estimulando a produtividade eo crescimento.
No entanto, as desigualdades de gênero permanecem profundamente arraigados em cada sociedade. As mulheres não têm acesso a trabalho decente e face a segregação ocupacional e as disparidades salariais entre homens e mulheres. Eles são muitas vezes negado o acesso à educação básica e da saúde. Mulheres em todas as partes do mundo sofrem violência e discriminação. Eles estão sub-representadas na política e econômica dos processos decisórios.
Por muitos anos, a ONU tem enfrentado sérios desafios nos seus esforços para promover a igualdade de gênero no mundo, incluindo o financiamento inadequado e não controlador única reconhecida para dirigir as actividades da ONU em questões de igualdade de gênero.
Mulheres das Nações Unidas - que estará operacional em Janeiro de 2011 - foi criado para resolver estes problemas. Será um campeão dinâmico e forte para as mulheres e meninas, proporcionando-lhes uma voz poderosa, a nível global, regional e local.
Fundamentada na visão da igualdade consagrado na Carta das Nações Unidas, UN As mulheres, entre outras questões de trabalho, para o:
  • eliminação da discriminação contra mulheres e meninas
  • empoderamento das mulheres
  • concretização da igualdade entre mulheres e homens como parceiros e beneficiários do desenvolvimento, direitos humanos, da ação humanitária e de paz e segurança.
Tradução Livre - Wirna Alves.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Organização das Nações Unidas (ONU)

A Organização das Nações Unidas (ONU) nasceu oficialmente em 24 de outubro de 1945, data de promulgação da Carta das Nações Unidas, que é uma espécie de Constituição da entidade, assinada na época por 51 países, entre eles o Brasil. Criada logo após a 2ª Guerra Mundial, o foco da atuação da ONU é a manutenção da paz e do desenvolvimento em todos os países do mundo.
Bem antes da fundação da ONU já haviam surgido outras organizações internacionais, relacionadas a temas específicos. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) , na época chamada de União Internacional de Telégrafos, foi fundada em 1865; nove anos mais tarde, em 1874, surgiu aUnião Postal Universal (UPU) . Hoje, ambas são agências especializadas da ONU.

Sessão da Liga das Nações, em Genebra, na Suíça, em 15/11/1920
Em 1899, realizou-se na cidade de Haia, na Holanda, a Conferência Internacional da Paz, para elaborar instrumentos que pudessem resolver crises pacificamente, evitar guerras e desenvolver regras internacionais de convivência entre os países. Com objetivos semelhantes, foi criada a Liga das Nações, estabelecida em 1919, no Tratado de Versalhes, na França. Considerada a precursora da ONU, tinha como missão “promover a cooperação internacional e alcançar a paz e a segurança”. A entidade encerrou as atividades depois de falhar em evitar a Segunda Guerra Mundial.

Declaração pelas Nações Unidas, assinada em Washington em 01/01/1942
A expressão “Nações Unidas”, cunhada pelo presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), foi utilizada pela primeira vez na “Declaração das Nações Unidas”, em 1º de janeiro de 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, quando representantes de 26 nações expressaram a intenção de continuar lutando contra os países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália). Dois anos depois, líderes da China, da União Soviética, do Reino Unido e dos Estados Unidos esboçaram uma proposta de estatuto para uma organização internacional de países.

Conferência de Bretton Woods (EUA), em 01/07/1944
Antes mesmo de ser constituída oficialmente a organização, realizou-se na cidade de Bretton Woods, nos Estado de New Hampshire, nos EUA, a Conferência Monetária e Financeira das Nações Unidas, em 01/07/1944, tendo em vista as questões econômicas relacionadas ao final da Segunda Guerra Mundial e ao pós-guerra. Na mesma linha, realizou-se em Washington, em 21/08/1944, a Conferência para a Organização da Paz no Mundo do Pós-Guerra.

Conferência de San Francisco (EUA), em 26/06/1945

Em 1945, representantes de 50 países reuniram-se em San Francisco, nos Estados Unidos, na Conferência das Nações Unidas para uma Organização Internacional. No encontro, foi elaborado um rascunho da Carta das Nações Unidas. A Carta foi assinada em 26 de junho de 1945, e ratificada por 51 países em 24 de outubro de 1945.
A missão da ONU parte do pressuposto de que diversos problemas mundiais – como pobreza, desemprego, degradação ambiental, criminalidade, Aids, migração e tráfico de drogas – podem ser mais facilmente combatidos por meio de uma cooperação internacional. As ações para a redução da desigualdade global também podem ser otimizadas sob uma coordenação independente e de âmbito mundial, como as Nações Unidas.
Atualmente, as Nações Unidas e suas agências investem, em forma de empréstimo ou doações, cerca de US$ 25 bilhões por ano em países em desenvolvimento. Esses recursos destinam-se a proteção de refugiados, fornecimento de auxílio alimentar, superação de efeitos causados por catástrofes naturais, combate a doenças, aumento da produção de alimentos e da longevidade, recuperação econômica e estabilização dos mercados financeiros. Além disso, a ONU ajuda a reforçar o regime democrático em várias regiões, e já apoiou mais de 70 eleições nacionais. As Nações Unidas foram catalisadoras e promotoras de um grande movimento de descolonização, que levou à independência de mais de 80 países.

Secretários-Gerais
Ban Ki-Moon
2007-2011
Coréia do Sul
Kofi Annan
1997-2006
Gana
Boutros Boutros-Ghali
1992-1996
Egito
Kurt Waldheim
1972-1977
Áustria
Dag Hammarskjöld
1953-1961
Suécia
Javier Pérez de Cuellar
1982-1987
Peru
U Thant
1961-1971
Birmânia
Trygve Lie 
1950-1953
Noruega



BAN KI-MOON (Coréia do Sul) 


Ban Ki-moon, oitavo secretário-geral da ONU, foi eleito para o mandato 2007-2011. Ele é o primeiro asiático a liderar a ONU desde o diplomata U Thant, de Mianmar, que esteve à frente da instituição entre 1961 e 1971. Nascido na Coréia do Sul em 1944, o atual secretário-geral é casado e pai de três filhos.

Filho de agricultores, Ban iniciou cedo sua carreira. Em 1970, formou-se em Relações Internacionais pela Universidade de Seul e, aos 26 anos, ingressou no serviço diplomático. Antes de assumir a Secretaria Geral da ONU, dedicou-se por 37 anos à carreira diplomática na Coréia do Sul. Começou em 1975, como funcionário de seu país junto às Nações Unidas e, três anos mais tarde, tornou-se primeiro secretário da representação sul-coreana. Em 1985, finalizou seu mestrado em Administração Pública na Kennedy School of Government da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.
Quando eleito secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon era ministro do Comércio e das Relações Exteriores da Coréia do Sul. Sua longa trajetória como diplomata incluiu postos em Nova Déli, na Índia, Washington, nos Estados Unidos, e Viena, na Áustria. Entre 1990 e 1992, integrou a vice-presidência da Comissão de Controle Nuclear das duas Coréias (do Norte e do Sul) e esteve envolvido ativamente nos assuntos ligados às relações intercoreanas. Foi vice-conselheiro de segurança nacional em 1996 e, em 1999, trabalhou como diretor da comissão preparatória para o Comitê Preparatório da Organização para a Proibição Total de Testes Nucleares.
Em 2001, foi nomeado embaixador da Coréia do Sul na ONU. Teve sua carreira guiada pela visão de uma Coréia pacífica, que deve cumprir um papel cada vez mais importante em prol da paz e da prosperidade não só na região como em todo o mundo.
Ban teve forte atuação na presidência da 56ª Assembléia Geral sul-coreana, em 2001. Como chefe de gabinete do presidente, sua primeira tarefa foi acelerar a adoção da primeira resolução da Assembléia, de condenação aos ataques terroristas de 11 de setembro. Também promoveu diversas iniciativas que fortaleceram a Assembléia Geral e resultaram em reformas importantes.
O atual secretário-geral das Nações Unidas recebeu inúmeros prêmios nacionais e internacionais. Em 1975, 1986 e novamente em 2006, Ban Ki-moon recebeu a Ordem do Mérito, máxima distinção da República da Coréia, pelos serviços prestados ao seu país.

KOFI ANNAN (Gana) 


Kofi Annan, sétimo secretário-geral das Nações Unidas, foi eleito para o mandato 1997-2001 e reeleito para 2002-2006. Nascido em Gana (África), em 1938, casado e pai de três filhos, Annan serviu à ONU por mais de 30 anos. Trabalhou em diversos postos-chave e países.

Antes de comandar a Secretaria Geral da ONU, Annan foi secretário-geral adjunto de Operações de Manutenção da Paz, subsecretário-geral de Planejamento de Programas, Orçamento e Finanças, representante especial do secretário-geral na antiga Iugoslávia e enviado especial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) durante o período de transição que se seguiu à assinatura do Acordo de Paz de Dayton, que pôs fim às hostilidades na ex-Iugoslávia.
Ocupou, também, os cargos de subsecretário-geral de Gestão de Recursos Humanos e coordenador de Assuntos de Segurança das Nações Unidas, diretor de Orçamento, diretor-adjunto de Administração e chefe de pessoal do Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
Quando tropas do Iraque, governado por Saddam Hussein, invadiram o Kuwait, em 1990, Annan foi enviado a Bagdá para ajudar nas negociações e facilitar a repatriação de mais de 900 funcionários internacionais. Nesse período, ele negociou a libertação dos reféns estrangeiros e chamou a atenção da comunidade internacional para a situação dos mais de 500 mil asiáticos que estavam nos dois países. Encabeçou, depois, a equipe de negociação das Nações Unidas com o Iraque para autorizar que o país vendesse petróleo para poder comprar material de assistência humanitária.
Além de suas funções oficiais, o ex-secretário-geral participa há muito tempo de atividades relacionadas à educação, ao desenvolvimento, ao bem-estar e à proteção do pessoal internacional. Foi presidente da Junta Diretora da Escola Internacional das Nações Unidas de Nova York e fez parte da Junta de Governadores da Escola Internacional de Genebra, de 1981 a 1983. Nas Nações Unidas, Annan participou dos trabalhos da Junta de Nomeações e Ascensões e do Grupo de Funcionários Superiores (em ambos os casos na qualidade de presidente), da Junta de Gestão Administrativa de Finanças, do Grupo de Trabalho do secretário-geral sobre as Operações de Manutenção da Paz e da Caixa Comum de Pensões de Pessoal das Nações Unidas.
Em abril de 2000, Annan publicou um Relatório do Milênio, intitulado "Nós, os Povos: O Papel das Nações Unidas no Século XXI", em que exorta os Estados-membros a renovarem o seu compromisso por um plano de ação destinado a acabar com a pobreza e a desigualdade, a melhorar a educação, reduzir o HIV/Aids, a conservar o meio ambiente e a proteger as pessoas de conflitos letais e da violência. O relatório constituiu a base da Declaração do Milênio, aprovada por chefes de Estado e de Governo na Cúpula do Milênio, que se realizou em setembro de 2000, na sede da ONU.
Em dezembro de 2001, Kofi Annan e as Nações Unidas receberam o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para construir um mundo mais pacífico e mais bem organizado.
Annan estudou na Universidade de Ciência e Tecnologia de Kumasi (Gana) e completou seus estudos de economia no Macalester College, onde ganhou, em 1994, o Trustee Distinguished Award, em reconhecimento aos seus mais de 30 anos de serviço à comunidade internacional. Cursou pós-graduação em economia no Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais de Genebra. Recebeu, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), de Boston, o título de Mestre de Ciência em Gestão e, do Cedar Crest College, de Allentown (Pennsylvania), o título honorário de doutor em Serviço Público. Fala inglês, francês e vários idiomas africanos.
Em dezembro de 2006, após dez anos de mandato, Kofi Annan deixou o cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Assumiu seu posto o sul-coreano Ban Ki-moon



BOUTROS BOUTROS-GHALI (Egito)


O sexto secretário-geral das Nações Unidas, ocupou o cargo de 1992 a 1996. Antes, foi primeiro-ministro adjunto e ministro de Relações Exteriores do Egito. Diplomata, jurista, acadêmico e autor de vários livros, Boutros Boutros-Ghali teve grande participação nos assuntos internacionais nos últimos anos.

Nascido na cidade do Cairo em 1922, Boutros-Ghali foi membro do Parlamento egípcio, vice-presidente da Internacional Socialista e participou da secretaria do Partido Nacional Democrático em 1980. Foi membro da Comissão de Direito Internacional, de 1979 a 1991, e da Comissão Internacional de Juristas.
Ainda mantém vínculos profissionais e acadêmicos relacionados com sua formação em direito, relações internacionais e ciências políticas. É integrante do Instituto de Direito Internacional, do Instituto Internacional de Direitos Humanos, da Sociedade Africana de Estudos Políticos e da Academia de Ciências Morais e Políticas (Academie Française, Paris).
Durante cerca de 40 anos, Boutros-Ghali participou de discussões sobre direito internacional, direitos humanos, desenvolvimento econômico e social, descolonização, a questão do Oriente Médio, direito internacional humanitário, direitos das minorias étnicas e de outras minorias, sobre os não-alinhados, desenvolvimento na região do Mediterrâneo e sobre a cooperação afro-árabe.
Em setembro de 1978, assistiu à Conferência na Reunião de Camp David, nos EUA, e participou da negociação dos acordos entre Egito e Israel originados desse encontro, assinados em 1979. Presidiu várias delegações do Egito em reuniões da Organização da Unidade Africana (OUA) e do Movimento dos Países Não-Alinhados. Participou de reuniões preparatórias da Reunião de Chefes de Estado de França e África. Também foi chefe da delegação do Egito nos períodos de sessão da Assembléia Geral de 1979, 1982 e 1990.
Boutros-Ghali doutorou-se em direito internacional pela Universidade de Paris, em 1949, com uma tese sobre o estudo das organizações regionais. O ex-secretário-geral obteve, além disso, licenciatura em direito na Universidade do Cairo, em 1946, e diplomas em ciências políticas, economia e direito público da Universidade de Paris.
De 1949 a 1997, foi professor de direito internacional e de relações internacionais na Universidade do Cairo. Entre 1974 e 1977, foi membro do Comitê Central e do Escritório Político da União Socialista Árabe.
O diplomata também foi titular de uma cadeira de investigações Fullbright na Universidade Columbia (1954-1955), diretor do Centro de Investigações da Academia de Direito Internacional de Haia (1963-1964), e professor visitante da Faculdade de Direito da Universidade de Paris (1967-1968). Deu diversas palestras sobre direito internacional e sobre relações internacionais em universidades da África, Ásia, Europa, América Latina e Estados Unidos.
Boutros-Ghali foi presidente da Sociedade Egípcia de Direito Internacional em 1965; presidente do Centro de Estudos Políticos e Estratégicos Al-Ahram em 1975; membro do Conselho Administrativo de Curadores da Academia de Direito Internacional de Haia desde 1978; membro do Comitê Científico da Academia Mundial pela Paz de Menton (França) desde 1978, e membro associado do Instituto Affari Internazionali, de Roma, desde 1979. Foi, também, membro da Comissão de Especialistas em Aplicação de Convênios e Recomendações da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e fundador da publicação Al-Seyassa Al-Dawlia.

JAVIER PEREZ DE CUELLAR (Peru) 


O quinto secretário-geral da ONU, Javier Pérez de Cuellar, ficou no cargo de 1982 a 1987. Nascido em Lima (Peru), em 19 de janeiro de 1920, é advogado e diplomata de carreira, atualmente aposentado.

Começou a trabalhar no Ministério das Relações Exteriores do Peru em 1940, e iniciou sua carreira diplomática em 1944. Serviu como secretário das embaixadas do Peru na França, Reino Unido, Bolívia e Brasil, e como conselheiro e ministro-conselheiro da Embaixada do Peru no Brasil.
Voltou a Lima em 1961 e no ano seguinte foi promovido a embaixador. Ocupou, depois, os cargos de diretor do Departamento Legal, diretor de Administração, diretor de Protocolo e diretor de Assuntos Políticos da Embaixada. Em 1966, foi nomeado secretário-geral (vice-ministro) de Relações Exteriores. Em 1981, serviu como Conselheiro Legal no Ministério de Relações Exteriores.
Pérez de Cuellar foi embaixador do Peru na Suíça, na União Soviética, na Polônia e na Venezuela. Foi membro da delegação do Peru na primeira sessão da Assembléia Geral da ONU, em 1946, e membro da delegação para a 25ª sessão. Em 1971, foi nomeado representante permanente do Peru nas Nações Unidas e liderou a delegação de seu país em todas as sessões da Assembléia até 1975.
Em 1973 e 1974, foi o representante peruano no Conselho de Segurança. No dia 18 de setembro de 1975, foi nomeado representante especial do secretário-geral em Chipre, cargo que manteve até dezembro de 1977. Em 1979, foi nomeado subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos Especiais. A partir de abril de 1981, atuou como representante pessoal do secretário-geral para o Afeganistão, dando continuidade às negociações iniciadas meses antes, pelo então secretário-geral, entre o país e o Paquistão.
Em maio de 1981, voltou a trabalhar no Ministério de Relações Exteriores do Peru, mas continuou a representar o secretário-geral em questões relacionadas ao Afeganistão. No mesmo ano, foi nomeado secretário-geral da ONU.
Pérez de Cuellar foi professor de direito internacional na Academia Diplomática do Peru e de Relações Internacionais na Academia de Guerra Aérea do Peru. É autor do Manual de Direito Diplomático (Manual of Diplomatic Law, 1964).

KURT WALDHEIM (Áustria) 


Kurt Waldheim, o quarto secretário-geral das Nações Unidas, foi nomeado para um mandato de cinco anos, a partir de 1972. Ele nasceu em Sankt Andra-Wordern, uma cidade próxima a Viena (Áustria), em 1918. Formou-se pela Universidade de Viena em 1944, como doutor em Jurisprudência. Também se formou pela Academia Consular de Viena. Casado e pai de três filhos, Waldheim é autor do livro "O Exemplo Austríaco", sobre a política externa do país, que foi publicado em alemão, inglês e francês.

Waldheim iniciou sua carreira diplomática na Áustria em 1945. Foi chefe do Departamento Pessoal do Ministério de Relações Exteriores em Viena, entre 1951 e 1955, e depois observador permanente das Nações Unidas para a Áustria. No mesmo ano, tornou-se chefe da missão austríaca, quando o país foi admitido na ONU.
De 1956 a 1960, o diplomata representou a Áustria no Canadá, primeiro como ministro plenipotenciário e depois como embaixador. Foi, também, líder do Departamento Político no Ministério das Relações Exteriores da Áustria e diretor-geral de Assuntos Políticos. Entre 1964 e 1968, foi representante permanente da Áustria na ONU. Durante esse período, presidiu o Comitê sobre Usos Pacíficos do Espaço Sideral e a primeira Conferência da ONU sobre Exploração e Usos Pacíficos do Espaço Sideral.
De janeiro de 1968 a abril de 1970, Waldheim foi ministro de Relações Exteriores da Áustria. Quando deixou o governo, foi eleito, por unanimidade, presidente do Comitê de Salvaguarda da Agência Internacional de Energia Atômica, e depois se tornou representante permanente da Áustria na ONU. Em abril de 1971, foi um dos dois candidatos à Presidência do país.
Durante seus três primeiros anos como secretário-geral, Waldheim instituiu a prática de visitar áreas de interesse especial da ONU. Em março de 1972, viajou para África do Sul e Namíbia, buscando uma solução satisfatória para os problemas locais.
O secretário-geral fez três visitas a Chipre, no início dos anos 70, para discutir com líderes do governo as inspeções da Força de Paz da ONU na ilha. Durante sua última viagem, em 1974, quando surgiram as hostilidades, Waldheim deu início às negociações entre o presidente Glafcos Clerides e Rauf Denktash.
Visitou e encontrou-se com líderes da Síria, do Líbano, de Israel, do Egito e da Jordânia. Nessas viagens, também inspecionou as operações de manutenção da Paz na região — como a Organização de Supervisão de Trégua das Nações Unidas (UNTSO) e a Força de Emergência das Nações Unidas (UNEF).
Em fevereiro de 1973, durante visita oficial ao subcontinente, o então secretário-geral participou de negociações com os governos da Índia, do Paquistão e de Bangladesh, sobre os problemas criados pela guerra entre Índia e Paquistão e sobre como superar suas conseqüências.
Waldheim também inspecionou a Operação de Ajuda Humanitária das Nações Unidas em Bangladesh, a maior já realizada sob a responsabilidade da ONU. Em fevereiro e março de 1974, o então secretário-geral visitou um número de países na área do Sahel, na África, onde as Nações Unidas faziam uma grande operação humanitária para ajudar vítimas de uma seca prolongada.
Inaugurou e participou de uma série de conferências internacionais da ONU, como a Terceira Sessão da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Santiago, abril de 1972); a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano (Estocolmo, Junho de 1972); a Terceira Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Caracas, junho de 1974); a Conferência Mundial de População (Bucareste, agosto de 1974) e a Conferência Mundial de Alimentação (Roma, novembro de 1974).
O então secretário-geral participou de reuniões do Conselho de Segurança feitas fora da sede da Organização, na África e na América Latina. Participou e discursou em encontros da Organização da Unidade Africana (OUA) em Rabat e em Mogadíscio. Falou, também, aos delegados da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington. Em 1973, participou da Conferência Internacional de Paris sobre o Vietnã e presidiu a primeira fase da Conferência de Paz de Genebra sobre Oriente Médio.

U THANT (Myanmar*)


U Thant foi o terceiro secretário-geral das Nações Unidas, com dois mandatos entre 1961 e 1971. Ele foi escolhido para comandar a ONU depois que o então secretário-geral, Dag Hammarskjöld, morreu num acidente aéreo.

Nascido em Pantanaw, então Birmânia, em 1909, foi educado no Colégio Nacional e na University College, em Rangoon. Antes da carreira diplomática, U Thant trabalhou nas áreas de educação e informação. Ele foi mestre sênior e diretor do Colégio Nacional, em Pantanaw, e jornalista free-lancer.
Em 1942, U Thant serviu por alguns meses como secretário do Comitê para Reorganização da Educação da Birmânia. Em 1947, foi nomeado diretor de Imprensa do Governo. Depois, tornou-se diretor de broadcasting e secretário para o Governo da Birmânia no Ministério da Informação. Foi secretário de projetos no Gabinete do primeiro-ministro, secretário-executivo da Junta Econômica da Birmânia, presidente da Comissão de Conciliação das Nações Unidas para o Congo e presidente do Comitê do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Capital .
Na época de sua nomeação como secretário-geral Interino das Nações Unidas, U Thant foi representante permanente da Birmânia nas Nações Unidas, com status de embaixador (1957-1961) . Durante esse período, chefiou as delegações birmanesas nas sessões da Assembléia Geral, e, em 1969, serviu como um dos vice-presidentes da 14º sessão.
U Thant aposentou-se no fim de seu segundo mandato, em 1971, e morreu em 1974, com 65 anos.


DAG HAMMARSKJOLD(Suécia) 


O segundo secretário-geral da ONU, Dag Hjalmar Agne Carl Hammarskjöld, ocupou o cargo entre 1953 e 1961, quando morreu num acidente aéreo, durante uma missão de paz no Congo. Nascido em 1905, em Jonkoping, no centro-sul da Suécia, era o quarto filho de Hjalmar Hammarskjöld, primeiro-ministro da Suécia durante os anos da Primeira Guerra Mundial. Foi criado na cidade universitária de Uppsala, onde seu pai morava e trabalhava como governador do condado de Uppland.

Aos 18 anos, Hammarskjöld entrou para a Universidade de Uppsala, onde se graduou em história francesa da literatura, filosofia social e economia política. Continuou seus estudos por mais dois anos e tornou-se bacharel em Direito em 1930. Mudou-se, então, para Estocolmo, onde foi secretário de um comitê do Governo sobre desemprego (1930-1934). Escreveu, simultaneamente, sua tese de doutorado em economia. Em 1933, recebeu seu diploma de doutorado da Universidade de Estocolmo, onde se tornou professor assistente em economia política.
Aos 31 anos, depois de servir um ano como secretário do Banco Nacional da Suécia, Hammarskjöld foi nomeado presidente da Junta do Banco Nacional. Exerceu o cargo entre 1941 e 1948. Ele foi o primeiro a ocupar, simultaneamente, os cargos de presidente da Junta e sub-secretário do Ministério de Economia.
No início de 1945, foi nomeado conselheiro do Gabinete de Problemas Econômicos e Financeiros. Organizou e coordenou, entre outras coisas, o planejamento do governo para vários problemas econômicos que surgiram como conseqüência da guerra e do pós-guerra. Durante esses anos, Hammarskjöld desempenhou um papel importante na formatação da política financeira sueca. Liderou uma série de negociações sobre comércio e finanças com outros países, entre eles Estados Unidos e Reino Unido.
Em 1947, foi nomeado sub-secretário do Foreign Office para cuidar de questões econômicas. Dois anos depois, foi nomeado secretário-geral do Foreign Office, e, em 1951, juntou-se ao Gabinete como ministro sem pasta. Tornou-se, depois, vice-ministro das Relações Exteriores, lidando especialmente com problemas econômicos e vários planos para a cooperação econômica.
Foi delegado da Conferência de Paris, em 1947, quando a estrutura do Plano Marshall foi estabelecida. Foi o chefe da delegação de seu país na Conferência de Paris para a Organização da Cooperação Econômica Européia (OEEC), em 1948.
Por alguns anos, serviu como vice-presidente do Comitê Executivo da OEEC. Em 1950, tornou-se presidente da Delegação Sueca na UNISCAN, estabelecida para promover a cooperação econômica entre o Reino Unido e os países escandinavos. Foi também membro (1937-1948) da Junta Conselheira do Instituto de Pesquisa Econômica, ligado ao governo. Foi vice-presidente da Delegação Sueca na Sexta Sessão Regular da Assembléia Geral da ONU em Paris (1951-1952), e presidente interino da delegação de seu país na Sétima Assembléia Geral em Nova York (1952-1953).
Apesar de ter trabalhado no Gabinete social-democrata, Hammarskjöld nunca se filiou a partidos políticos e referia-se a si mesmo como um homem politicamente independente. Em dezembro de 1954, foi eleito membro da Academia Sueca e assumiu a cadeira que foi ocupada por seu pai.

Hammarskjöld foi nomeado secretário-geral das Nações Unidas por unanimidade no dia 7 de abril de 1953, sob recomendação do Conselho de Segurança. Em setembro de 1957, foi reeleito por unanimidade para outro mandato de cinco anos. Durante seus mandatos, assumiu várias responsabilidades pelas Nações Unidas, no esforço da Organização para impedir a guerra e atender outras previsões da Carta.
No Oriente Médio, esses esforços incluíram contínua atividade diplomática em apoio aos Acordos de Armistício entre Israel e os Estados Árabes e para promover o progresso rumo a condições mais pacíficas na região; organização, em 1956, da Força de Emergência das Nações Unidas (UNEF) e sua administração; desocupação do Canal de Suez em 1957 e assistência na busca de uma solução pacífica da disputa pelo canal; organização e administração do Grupo de Observação das Nações Unidas no Líbano (UNOGIL) e estabelecimento de um escritório do Representante Especial do Secretário-Geral na Jordânia em 1958.
Em 1955, teve influência na libertação de 15 aviadores americanos que haviam servido o Comando das Nações Unidas na Coréia e estavam detidos pela República Popular da China. Hammarskjöld viajou também para muitos países africanos, asiáticos, europeus, americanos e do Oriente Médio, tanto em missões específicas como para acertar detalhes de problemas com oficiais dos governos.
Em 1960, Hammarskjöld recebeu uma mensagem do presidente e do primeiro-ministro da República do Congo pedindo "a mobilização urgente" de assistência militar da ONU para o país. O então secretário-geral dirigiu-se ao Conselho de Segurança, numa sessão noturna, e pediu que agisse com "velocidade máxima".
Em seguida às ações do Conselho de Segurança, foi estabelecida a Força das Nações Unidas no Congo. O próprio Secretário-Geral fez quatro viagens ao Congo, ligadas às operações da ONU no país. As duas primeiras foram feitas em julho e agosto de 1960. Então, em janeiro daquele ano, o Secretário-Geral parou no Congo, em seu caminho à União da África do Sul, onde cumpriria uma outra missão ligada aos problemas raciais naquele país. A quarta viagem ao Congo começou no dia 12 de setembro e terminou com um acidente fatal de avião.


TRYGVE HALVDAN LIE (Noruega) 


O primeiro secretário-geral das Nações Unidas, Trygve Halvdan Lie, nasceu em 1896, em Oslo (Noruega). Formou-se em direito na Universidade de Oslo, em 1919. Em 1921, casou-se com Hjordis Joergensen, com quem teve três filhos.

Lie tornou-se membro da Organização de Jovens do Partido Trabalhista Norueguês, em 1911. Foi assistente do secretário do partido, de 1919 a 1922, conselheiro legal da Federação de Sindicatos da Noruega, de 1922 a 1935, e secretário Nacional Exclusivo do Partido Trabalhista em 1926. No governo trabalhista formado por Johan Nygaardsvold, Lie foi ministro da Justiça e ministro de Comércio e Indústrias. Quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu, tornou-se ministro de Abastecimento e Navegação. Baixou medidas provisórias que reservaram a frota sueca para os aliados, depois da invasão germânica, em abril de 1940.
Tornou-se ministro das Relações Exteriores interino em dezembro de 1940 e, em 1941, foi nomeado titular do cargo. Lie foi eleito membro do Parlamento norueguês em 1936 e reeleito em 1945. No dia 12 de junho de 1945, o primeiro-ministro renunciou e o governo do qual ele era integrante caiu. Lie foi nomeado, então, ministro das Relações Exteriores do Gabinete de Coalizão interino que assumiu o governo. Depois, assumiu o cargo de ministro das Relações Exteriores do novo governo trabalhista, em outubro de 1945.
Lie liderou a delegação da Noruega na Conferência das Nações Unidas sobre Organização Internacional em San Francisco, em abril de 1945, e foi eleito presidente da Comissão III para a preparação das provisões do Conselho de Segurança na Carta. Ele também foi presidente da delegação da Noruega na Assembléia Geral da ONU em Londres, em janeiro de 1946. No dia 1º de fevereiro de 1946, foi eleito o primeiro secretário-geral das Nações Unidas. No dia 1º de novembro de 1950, a Assembléia Geral nomeou Lie para o cargo de secretário-geral para um mandato de mais três anos.

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